Conheça as principais escolas cervejeiras

Por Malteiros      25/02/2018 09:25:58    

AS ESCOLAS CERVEJEIRAS

A seguir, traçaremos as principais características das Escolas Cervejeiras, porém vale destacar que se trata apenas de uma referência para facilitar o entendimento, uma vez que a história da cerveja está em constante construção.

ESCOLA ALEMÃ
Apesar de a Alemanha ter sido responsável pela descoberta da levedura lager de baixa fermentação, o crédito da descoberta da cerveja Pinsen foi dos checos. Em 1845 um monge contrabandeou leveduras lager de Munique para a cidade Pilsen, este a entregou a um cervejeiro que viajara à Grã-Bretanha e aprendera sobre técnicas para fazer maltes claros, e juntamente com técnicas desenvolvidas por ele, desenvolveu uma cerveja verdadeiramente dourada, conhecida hoje como Pilsner Urquell.

A fabricação de Lager predomina na Alemanha, e elas podem ser claras como a Pilsen, pretas como a Schwarzbier (maltes torrados que remetem café), escuras como a Bock (maltadas com notas de tostado), leves como as Helles (maltadas com leve aroma de tostado), ou fortes como as Doppelbock. Porém na Alemanha, mesmo com o destaque das Lagers, se faz Ales bastante consumidas no mundo todo, bem como a Weissbier, a Kölsh e a Rauchbier (peculiar pelo aroma de bacon, proveniente do processo de defumação dos maltes).

Embora a primeira Pilsen comercial tenha surgido na República Checa (Pilsner Urquell), no que se refere ao tipo de fermentação, consta a responsabilidade dos alemães. Nesse sentido, praticamente temos no mundo, quanto ao estilo, a Bohemian Pilsner (da República Checa) e a German Pilsner (da Alemanha). A diferença está basicamente nos lúpulos utilizados.

 

ESCOLA BELGA

É comum ouvirmos que a cerveja belga está para o universo cervejeiro como o vinho está para a humanidade. Isso porque o jeito belga de consumir e produzir cerveja conta com polimento e sofisticação, bem como o fato de haver uma taça para cada cerveja, sempre valorizando a estética, apresentando bordas banhadas de ouro, por exemplo.

Dos estilos mais alcoólicos e de intensas cargas sensoriais, temos a Belgian Strong Golden Ale, Belgian Strong Dark Ale, Dubbel, Tripel e Blond Ale. Entre as cervejas de menor teor alcoólico e com cargas sensoriais consideráveis, destacam-se a Witbier (cerveja de trigo, geralmente com adição de raspa de laranja e especiarias) e a Lambic (fruto da fermentação espontânea, e de caráter ácido).

ESCOLA INGLESA
A escola inglesa é marcada pela a mais bem-sucedida Organização de consumidores do mundo. A CAMRA (Campaign for Real Ale), criada em 1972. Era comum até 1960 que as cervejas saíssem das cervejarias condicionadas em barril, antes de estarem prontas para consumo, terminando sua maturação nos porões dos Pubs ingleses. Após alguns dias, com uma bomba elétrica ou manual, a cerveja pronta era puxada até as torneiras e servida diretamente no copo dos clientes.

Pub é uma palavra constantemente repetida e querida pelos bebedores de cerveja, e a origem desse termo está na escola inglesa de cerveja, derivando da frase public house, como fruto de um período em que realmente se abria a porta de casa para consumo das cervejas produzidas ali mesmo, naquele espaço. Em grande parte, o ambiente do Pub caracteriza o jeito inglês de consumir e fazer cerveja.

O típico copo Pint garante dosagens elevadas de cerveja e, não por acaso, este surgiu como unidade de medida, uma vez que bebedores andavam desconfiando da “exatidão” dos mililitros, estabelecendo-se, então, os generosos 584 ml. Estilos como Stout, Porter, ESB, Scotch Ale, India Pale Ale, English Pale Ale, Porter e Barleywine destacam-se na escola inglesa.

 

ESCOLA AMERICANA

Sabe aquela gelada que você bebe no boteco? Há várias. Temos a do rótulo azul, a do rótulo vermelho, aquela da tal Verão, uma que se diz cervejão, mas… no fundo são todas iguais! É injusto começar a falar de escola americana com essa informação, mas antes de perder o fio da meada, vamos lá: Standard American Lager não é Pilsen. Esse é apenas um nome dado por “força do hábito!”. Esse estilo de cerveja, leve, neutra – que possui como único intuito refrescar – surgiu nos EUA lá pelo século XIX e hoje é o estilo de cerveja mais consumido no planeta.

No mais, o jeito americano de fazer cerveja está na releitura de estilos clássicos, em geral, com uma pegada mais intensa e alguns carregados nos lúpulos americanos, conferindo um cítrico sem igual à cerveja. É comum colocarmos a palavra American na frente para definirmos os estilos, bem como American IPA, American Stout e American Wheat.

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